Tecnologias sustentáveis para a construção civil



Foto: PublicDomainPicture/Pixabay


Sustentabilidade é um tema muito relevante nos dias de hoje, especialmente na construção civil, um dos setores mais importantes da economia do país e que mais utiliza recursos naturais e energia. Não apenas no Brasil, mas no mundo todo, empresas buscam soluções eficientes e menos prejudiciais ao meio ambiente para utilização nas obras, sejam elas residenciais, comerciais ou industriais.


No segmento de energia solar, chama atenção o crescimento no Brasil do uso de painéis fotovoltaicos. Segundo a empresa brasileira especializada em comércio exterior Tek Trade, os módulos fotovoltaicos chineses estão 12% mais baratos, mesmo com a alta do dólar. Para lidar com isso, o governo brasileiro criou uma medida que está em vigor desde o dia 1º de agosto e que zera o imposto sobre importação de painéis solares. É também uma oportunidade de negócio ao setor de energia solar, que deve tornar a energia fotovoltaica cada vez mais competitiva, além de ajudar no desenvolvimento de novos projetos residenciais e empresariais.


Uma solução tecnológica inovadora, muito difundida na Europa, que alia design a sustentabilidade é o CALYXO, trazido da Alemanha para o Brasil pela Tek Trade. É feita de Telureto de Cádmio (CdTe), uma fina camada fotovoltaica que fica entre duas lâminas de vidro laminado, o que garante uma aparência similar às peles de vidro utilizadas em edifícios. É indicado para áreas do edifício onde não há janelas e, se comparado ao vidro convencional e outros revestimentos como porcelanato e mármore, pode gerar economia a longo prazo. Atualmente, a aplicação está crescendo no Brasil e já é possível observá-la na fachada de vários tipos de construções no Sul e Centro-Oeste do país.


No campo das placas de silício, os sistemas têm sido utilizados em residências, passando por indústrias e usinas até empresas dos mais diversos segmentos, inclusive do ramo náutico. É o caso da Marina Itajaí, no litoral de Santa Catarina, um dos primeiros complexos náuticos do Brasil a investir em painéis solares, da empresa Artesolar. Foram instalados 240 módulos fotovoltaicos feitos de silício policristalino com 345 WP de potência cada. As placas ocupam uma extensão de 700 metros quadrados e devem proporcionar uma redução em até 50% do custo de energia elétrica no primeiro ano de funcionamento.


No caso de empreendimentos ainda em fase de construção, outra solução consciente que já vem sendo utilizada há mais de 30 anos, especialmente na Coréia do Sul, e há quase 10 anos em países da Ásia, Médio Oriente e Europa são as placas de alumínio que substituem os painéis e escoras de madeira durante quase toda a concretagem de edificações. O sistema de formas ou “Gang Forms" reduz significativamente a utilização de recursos naturais – poupando emissões de CO2 – e a quantidade de resíduos deixados ao final da obra, além de poder ser reutilizado em outros empreendimentos. O sistema também garante mais eficiência, qualidade construtiva e melhora a geometria das torres.


Essa tendência mundial direcionou esforços da EMBRAED Empreendimentos, que trouxe essa tecnologia da Ásia – concebido pela empresa sul-coreana S-Form – para implementar no Brasil. Apesar de ainda pouco difundida no país, a solução de utilizar placas de alumínio para a concretagem de pavimentos deve ganhar mais visibilidade após a empresa adotar a metodologia, pela primeira vez no Brasil realizada em um prédio de luxo em Balneário Camboriú.


O edifício está sendo erguido na beira-mar e, além dos seus 160 metros de altura que totalizam 50 pavimentos, foram projetados para utilizar as placas de alumínio, que também serão capazes de reduzir em até 20% o tempo para concretagem de cada pavimento.


Se há tecnologias que auxiliam durante a construção, após a obra concluída também há dispositivos que evitam desperdícios de recursos e são eficazes para ajudar profissionais e amadores em pequenas ou grandes reformas. É o caso do Walabot DIY. O produto fabricado em Israel permite detectar estruturas escondidas através da parede como vigas, canos, fiação, pregos, roedores e até mesmo cupins. Ele funciona como se fosse uma espécie de raio-x. É possível ver até 16 cm dentro de paredes feitas de drywall e 10 cm em alvenaria, cimento e outros materiais.


O Walabot é um aliado e tanto para empreiteiros, eletricistas, pedreiros, encanadores, carpinteiros ou qualquer pessoa que precise realizar pequenas obras como furar a parede. O dispositivo é compatível com smartphones – sistema android – e mostra na tela do aparelho a estrutura encontrada.


Diante das inovações citadas, é possível observar como a indústria vem se desenvolvendo para trazer soluções concretas para contribuir com o avanço do mercado da construção civil sem esquecer do meio ambiente. E como se faz necessário os esforços das empresas que precisam estar atentas às exigências do consumidor, cada vez mais preocupado com a sustentabilidade. É preciso reduzir o impacto ambiental e ainda assim garantir a viabilidade econômica das edificações, até porque percebe-se como é possível potencializar este aspecto.


As ideias sustentáveis podem garantir mais conforto visual, energético e térmico aos proprietários. Este é um argumento, inclusive de vendas, que deve ser progressivamente mais valorizado no mundo contemporâneo. E levando-se em consideração de que as tecnologias podem fazer com que os materiais sejam reutilizados, o que diminui a exploração de recursos naturais, deve-se pensar no impacto de atitudes tomadas hoje e seus reflexos – tanto sustentáveis como econômicos – a longo prazo.


Fonte: Época Negócios

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